Marketing

Vender no Facebook: Case Study (The Pretty Damage)


Nota prévia. A Pretty Damage é um cliente antigo da Maudlin Merchandise. Trabalhámos juntos em várias fases da nossa empresa e da marca de roupa portuguesa, tendo assistido ao crescimento deles bem de perto. Somos também fãs da forma como comunicam a vendem.

 

Este artigo vai refletir o nosso conhecimento sobre a marca mas - principalmente - como eles tiram partido das redes sociais para vender online.

 

Por esta altura penso que é extremamente óbvio qual é o problema da maioria das marcas de roupa portuguesas. FALTA DE VENDAS.

 

Não sou eu que o digo, são as próprias marcas.

 

Então como é que se vende online? Ora, a resposta é relativamente simples.

  • Website próprio
  • Facebook

 

Hoje em dia, quem começa uma marca já raramente opta por vender offline. Vender em lojas está quase fora de questão para muitos e - na minha opinião - com alguma razão. O custo e o tempo investido em vender fora da Internet raramente compensa (com algumas excepções de mercados especificamente direcionado a estes pequenos produtores).

 

Estão 6 milhões de Portugueses com conta criada no Facebook. Isto num país com 11 milhões de pessoas (Retiremos os menores e pessoas com idade avançada e temos um elevado número da população ativa nesta rede social), é o mercado mais apetecível para qualquer jovem.

 

Porque será tão difícil de vender, então? Na minha singela opinião? Falta de compreensão sobre o funcionamento das redes sociais e saber como tirar partido delas.

Vender online não é mais fácil do que vender numa loja. É preciso uma estratégia de marketing e muita, muita persistência! Não desistir cedo demais.

 

É aqui que entra o exemplo da The Pretty Damage.

Olhemos para o número de fãs da página de Facebook. 9000+ à data da escrita deste artigo.

Para 90% das pequenas marcas de roupa com que trabalhamos, este número é um sonho. Bolas, nós próprios não temos 9000 fãs no Facebook.

 

Como é que eles o conseguem?

  • Tiram partido de influenciadores digitais. Eis dois belos exemplos:

 

Ambas as páginas têm mais de 4000 fãs. Não é preciso muito para ganharem algumas dezenas de gostos por cada publicação e - quem sabe - até algumas vendas.

Poderia dar mais exemplos (encontrei pelo menos mais 2 numa pesquisa de 2 minutos).

 

Já falámos sobre influenciadores digitais no nosso canal de Youtube:

 

  • Têm uma comunicação simples e não se limitam a promover a marca.

Marketing 101. Se pareces demasiado desesperado, ninguém te vai comprar nada.

O Facebook é uma comunidade. As pessoas não vêm ao Facebook fazer compras. Para isso vão aos centros comerciais e para lojas online dos grandes retailers. A tua arma está na forma como comunicas com os teus potenciais clientes.

 

Esta é outra área em que eles estão muito bem. Em 6 artigos, 2 incluíam as t-shirts personalizadas e 4 tinham fotos ou textos engraçados que apelavam à interação. Pontos extra se tivessem metido o tag bem na primeira foto.

Sabias que se um "fã" colocar gosto ou comentar numa foto de uma marca, é provável que essa imagem surja no feed dos amigos desse fã? Publicidade gratuita, anyone?!

 

Preocupa-te mais com o feedback e interação das pessoas com os teus artigos do que com a venda em si. Essa acabará por surgir naturalmente.

 

 

Já o referi no início do texto e volto a referir agora. O problema de muitas marcas é não perceberem como funciona o marketing e não serem persistentes.

Vender roupa online é muito mais do que colocar fotografias no Facebook e esperar que as vendas surjam. É preciso tempo, paciência, persistência (e um pouco de sorte).

O que mais vejo é páginas de marcas quase ao abandono ou muitíssimo mal geridas. Sem conteúdo relevante, sem nada que dê vontade de comprar seja o que for.

 

Vivemos num mundo de cada vez mais partilha. Partilhem algo sobre vocês e sobre a marca. Falem para o vosso público alvo. Falem a língua deles!

 

Última dica...

 

  • Pede aos teus clientes que te enviem fotos em troca de descontos

É uma estratégia simples. Pede aos teus clientes (muitos ou poucos, não interessa) que publiquem fotos com a tua roupa e te metam "tag" ou usem uma #hashtag para que encontres essas fotos.

Depois faz uma partilha dessa mesma publicação ou - melhor ainda - faz tu próprio/a uma publicação com essa foto em que uses um texto engraçado e faças tu tag à pessoa em questão.

 

Esta é a parte em que me dizes. Jorge, mas eu estou a começar, não tenho dinheiro para oferecer t-shirts e não tenho fãs na página para que isto tudo aconteça de forma natural.

E é também a parte em que eu te digo a ti. TENS RAZÃO. Mas sabes que mais? Mais do que venderes, é importante que pareça que vendeste.

 

Deixa-me explicar. Não vives isolado/a. Tens família, amigos, pessoas com quem podes contar. Eis uma solução - não muito ética mas eficaz - para o teu problema.

Pede a várias pessoas que vistam a mesma t-shirt em dias e sítios diferentes e tira fotos. Metes na tua página a parecer que tens uma boa comunidade de fãs a comprar as roupas e consegues - com um pouco de sorte - um efeito bola de neve.

Como disse, não é a opção mais ética, mas que funciona, lá isso funciona.....

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